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PARIS -
Paris, cidade no centro norte da França, capital e
maior cidade do país, situada às margens do rio Sena, a aproximadamente
370 km de sua foz no oceano Atlântico, em Le Havre. Paris está localizada
em uma bacia de baixa altitude. A colina de Montmartre é o ponto natural
mais alto da cidade.
A cidade é o principal centro industrial da França,
com aproximadamente a quarta parte da produção de todo o país concentrada
na área metropolitana. As indústrias relacionadas com à produção de bens
de consumo teve sempre seu foco voltado para a capital, pelo bom mercado
que representa a população urbana. Sua economia se baseia fundamentalmente
na fabricação de maquinaria de todo tipo, motores para veículos, produtos
químicos e componentes eletroeletrônicos. A importância cultural e artística
de Paris atrai uma grande quantidade de indústrias de produção de artigos
de luxo, como a alta-costura e a joalheria. A maioria dos serviços do país,
particularmente os que estão relacionados ao sistema financeiro, se concentra
na cidade. Tem um porto relativamente importante e três aeroportos internacionais.
Paris conta também com a vantagem de estar situada no coração de uma das regiões
agrícolas mais ricas da Europa, com regiões tão próximas como as de Beauce
e Brie, famosas pelo trigo e pelos cereais que produzem.
Os romanos fundaram uma colônia em Paris no século I. A cidade se expandiu de forma
circular ao longo dos anos e foi cercada por uma sucessão de muralhas defensivas.
Quando essas últimas se deterioraram, foram demolidas e transformadas em ruas
largas e em elegantes boulevares, criando vias de acesso vitais para o interior
da metrópole. Especialmente ao longo da década de 1970, a população da cidade
tornou-se mais cosmopolita por conta da chegada maciça de imigrantes procedentes
da Itália, Espanha, Portugal, Iugoslávia e de antigas colônias na África do Norte,
Senegal ou Vietnã, entre outras. Essa recente afluência de pessoas gerou uma
série de problemas econômicos e sociais.
Dentro da cidade, os parques mais importantes são os jardins de Luxemburgo e o
parque Monceau (construídos antes da Revolução Francesa, para servir a monarquia),
bem como os parques de Buttes Chaumont e Montsouris, criados em meados do século XIX.
O Jardim Botânico, as Tulherias e o Campo de Marte se transformaram em atrativas
zonas verdes muito bem projetadas.
Paris tem uma arquitetura monumental, com exemplos de todos os períodos de sua
longa história, elementos que refletem a situação política e cultural da cidade.
Entre os edifícios antigos mais importantes, destacam-se a catedral de Notre-Dame,
na Île de la Cité, cuja construção foi iniciada em 1163; a Sainte-Chapelle; o
Museu do Louvre, antigo palácio real; os Inválidos (onde está enterrado Napoleão)
e, por último, a praça da Concórdia.
Em meados do século XIX, Paris passou
por significativas reformas à frente das quais estava o urbanista Georges
Haussmann, que concebeu relevantes projetos com a finalidade de ressaltar
a importância da cidade; o Arco do Triunfo, a Ópera, a praça de l’Étoile
(hoje praça Charles de Gaulle) e a maioria das avenidas remontam a essa época.
A torre Eiffel foi construída no final do século, em 1889, e atualmente é um marco
da cidade. Outros edifícios importantes são o palácio de Chaillot, o palácio das
Tulherias, o palácio de Champs-Elysées, o palácio de Versalhes, o palácio Bourbon,
o palácio de Fontainebleau, o palácio da Justiça e o Panteão. As instituições de
maior prestígio docente da França estão aglutinadas na cidade. A mais importante
é a Sorbonne, fundada aproximadamente em 1257 e incorporada às Universidades de Paris.
A Biblioteca Nacional é a biblioteca pública de maior relevância. A famosa Academia
Francesa (fundada em 1635) também se encontra na cidade, que também é sede da
maioria das companhias nacionais de música e teatro. Entre os principais teatros,
destacam-se a Ópera, a Opéra-Comique e o Odeón.
Em meados do século III a.C., os parisii (parísios), um povo celta, fortificaram
a Île de la Cité. Mais tarde, os romanos a ampliaram até a margem esquerda do Sena
e a batizaram de Lutécia. Na Gália romana, Lutécia começou a ser conhecida como
a cidade dos parisienses, ou Paris. A invasão das tribos germânicas pôs fim ao
controle de Roma sobre a cidade. Depois das incursões vikings no século IX,
os reis Capetos estabeleceram em Paris a capital de seu reino. Durante a desordem
provocada pela guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra, os parisienses se
rebelaram repetidas vezes contra a autoridade real, e os ingleses controlaram
a cidade de 1422 a 1439. A paz e a prosperidade foram restauradas na segunda
metade do século XV.
Os Bourbons impuseram à cidade a arquitetura clássica e o absolutismo como forma de governo. A cidade sofreu uma grande instabilidade política ao longo de todo o século XIX e foi o centro das revoluções de 1789, 1830 e 1848, que impuseram mudanças políticas consideráveis na França. Entre 1871 e 1914, Paris se glorificou com o estilo da belle époque, com exemplos que hoje se podem contemplar na Gare de Lyon e na ponte Alexandre III.
A I Guerra Mundial marcou o começo de um período de decadência urbana.
No pós-guerra, os governos da IV e V Repúblicas deixaram de controlar o crescimento
urbano e de construir novas casas, apesar do desenvolvimento maciço da população
nas zonas periféricas da cidade. Mas nas três últimas décadas Paris recuperou
seu desenvolvimento arquitetônico, com obras audazes como a reforma do Museu
do Louvre e a nova Biblioteca.
LA DÉFENSE -
Fora do centro de Paris, encontra-se um complexo ultramoderno
de edifícios de escritórios, áreas comerciais e apartamentos residenciais conhecido
como La Défense. Iniciado na década de 1960 com o objetivo de preservar o caráter
tradicional do centro de Paris, La Défense abriga alguns dos arranha-céus mais
ousados da Europa. No centro da área há uma ampla praça para pedestres ao lado
do Grande Arco, construído em 1989 para comemorar o bicentenário da tomada da
Bastilha. Esse monumento, que imita o Arco do Triunfo e amplia a Voie Triomphale,
é tão grande que a torre mais alta da catedral de Notre-Dame caberia facilmente
sob sua estrutura. O arco, porém, não é mero objeto decorativo; na verdade,
é um edifício de escritórios. O complexo inteiro é chamado de La Défense
devido a uma pequena estátua que celebra a defesa de Paris durante a guerra
Franco-prussiana, ocorrida entre 1870 e 1871. Essa estátua passa desapercebida
com freqüência, diminuída pelos edifícios comerciais e pelo Grande Arco.
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