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França Paris
Poucos são os que conseguem permanecer indiferentes
à magia da Cidade Luz. Basta um carnet do metrô, um mapa da cidade, um
mapa do metrô e pronto, você está apto para iniciar a conquista da
Cidade Luz! Vamos então começar pelo centro, onde estão os Champs
Elysées. Pegue o metrô (linha 1) e desça na estação Charles de
Gaulle Etoile. Ao subir as escadarias da estação você vai logo
encontrar o monumental Arco do Triunfo (ao lado). Depois siga pela
Avenue Champs Elysées, a principal da cidade. Ela estende-se por
aproximadamente quatro quilômetros, ligando, na extremidade a oeste, o
Arco do Triunfo (situado na Place Charles de Gaulle) até, na
extremidade leste, o largo conhecido como Place de la Concorde. Ao longo
da avenida Champs Elysées estão dezenas de lojas, restaurantes,
galerias, lojinhas de fast food, a casa de shows Lido, e principalmente,
gente de todo tipo. Voltando ao Champs Elysées e continuando a
caminhada pelo jardim chega-se à Place de La Concorde, outro dos pontos
nobres de Paris. Veja uma foto de alta definição de uma banca
oferecendo livros turístico sobre Paris em várias línguas.
O ponto central da praça é Obelisco Luxor (clique e
veja duas fotos do Obelisco Luxor, Obelisco à Contra-luz), relíquia
milenar trazida da antiga cidade Egípcia de mesmo nome, e em frente ao
mesmo, uma bela fonte ornamentada com esculturas pintada em dourado e
verde, na foto acima. Ao fundo vê-se alguns prédios do governo
francês. Depois de atravessar a Place de la Concorde chega-se aos
portões de entrada do Jardin des Tuilleries. Se você está a procura
de lembranças, camisetas de Paris, chaveiros, imãs de geladeira,
perfumes por bom preço e todo tipo imaginável de lembranças da
cidade, é preferível seguir pela rua. Se quiser sair do lugar comum
ande só mais um pouquinho e vá até La Samaritaine, uma das maiores e
melhores lojas de departamento da cidade. No último andar há um
bar-restaurante com vista privilegiada para o rio Sena, ponto ideal para
assistir o pôr do sol.
A certa altura da rue de Rivoli, no largo em frente
ao Hotel Regina, você encontrará a estátua eqüestre dourada de Joana
d’Arc (foto acima), santa protetora da França. Veja a página com um
breve resumo da história de Joana d'Arc clicando em Joana dos
Arcos.Clique e veja uma imagem em alta definição do Jardin de
Tuilleries e fachada dos prédios da Rue de Rivoli.
Se você atravessar a rua em frente a estátua de
Joana d’Arc chegará num dos mais famosos museus do mundo, o Musée du
Louvre. Como parte dos serviços, todo o subsolo do museu foi
transformado num shopping, onde pode-se comprar, entre outras coisas,
livros, reproduções em diversos tamanhos das principais obras
expostas, e ainda fazer uma refeição no Carrousel du Louvre, o setor
de alimentação do museu.
Como curiosidade visite também no subsolo o ponto
onde o vértice das duas pirâmides de vidro quase encostam uma na
outra, local que serviu a uma das cenas do megasucesso O Código da
Vinci. Clique e veja.
Hoje os diversos prédios abrigam também um dos
melhores museus do mundo dedicados às forças armadas. A Église des
Invalides, na foto ao lado, tem cúpula de 196 metros, e abriga a
sepultura de vultos famosos da história francesa, com destaque para
Napoleão Bonaparte, enterrado num sarcófago constituído por sete
tumbas, uma dentro da outra, construídas com diferentes pedras nobres
ou preciosas. Em volta do sepulcro, sete esculturas de anjos,
representando as vitórias em combates, guardam o corpo do imperador
francês (clique e veja).
Depois da visita aos Invalides uma curta caminhada na
direção da Rue de Varenne levará você ao Museu Rodin, dedicado ao
grande escultor. No jardim dos fundos há uma reprodução em tamanho
grande de uma de suas obras mais famosas, O Pensador.
Depois siga em frente pela mesma rua e dobre a
direita na Rue du Bac, para conhecer uma das grandes lojas de
departamento da cidade, o Bon Marché de Rive Gauche. Aproveite para
fazer um lanche no simpático café situado no último andar.
Seguindo a caminhada vá agora na direção da Rue du
Cherche Midi, para conhecer a mais famosa padaria - se é que ela pode
ser chamada assim - de Paris, a Poilane. (clique e veja um pão da
Poilane). Depois dobre a direita na rue Vieux Colombier e visita a
Igreja do Saint Sulpice, que com suas torres quadradas também serviu
às filmagens do Código da Vinci.
Situado em frente ao rio Sena, num prédio que
anteriormente abrigava uma das estações ferroviárias da cidade, a
Gare d'Orsay.
Depois da visita vá na direção do Sena e volte
novamente para a Rive Droite, atravessando o rio pela ponte de pedestres
Solferino. Este é um local privilegiado para bater algumas fotos da
cidade ao cair da noite, enquadrando o rio e as embarcações
turísticas que a todo momento passam sob a ponte.
No dia seguinte sugerimos começar a caminhada pela
Place de la Republique. (estação Republique, servida por diversas
linhas do metrô). Esta não é considerada uma região chique, mas é
um dos pontos mais movimentados da cidade, local freqüentemente
escolhido para manifestações sociais, estudantis etc. No centro da
praça, destaca-se uma imensa estátua feminina representando a figura
da república (ao lado). Depois dobre a esquerda na Rue Rambuteau e siga
em frente passando pela Rue de Francs Burgeois para chegar ao Musée
Carnavallet. Situado num belo prédio quase escondido entre ruas
estreitas, este museu tem ótimas exposições relacionada
principalmente à história de Paris. Continuando pela Rue de Francs
Burgeois chegamos agora ao bairro Marais, um dos mais charmosos da
cidade. Seu coração é a Place des Vosges, considerada como o
quadrilátero mais belo de Paris. Sob os prédios, uma elegante arcada
(foto ao lado) faz o contorno da praça, e ao longo desta estão
lojinhas e pequenos restaurantes.
Depois de atravessas a Place de la Bastille siga pela
Rue de Lyon, passando em frente ao moderno prédio da Ópera Bastille
até chegar a uma das principais estações ferroviárias da cidade, a
Gare de Lyon. Quem tem estômago forte pode apreciar o museu de cêra
Les Martyrs de Paris, que, de uma forma impactante, relembra os horrores
e mártires da Paris medieval. Sua entrada situa-se em frente ao prédio
circular da Bourse, a bolsa da cidade. Clique e veja a escultura situada
no alto da coluna Châtelet.
No dia seguinte faça um roteiro clássico, visitando
o bairro Montmartre (estação Anvers, linha 2 do metrô). Após sair da
estação suba pela estreita e movimentada Rue de Steinkerque até o
largo situado na base da colina. As escadarias do bairro de Montmartre
nos conduzem à Paris dos cafés e pintores de rua, concentrados na
Place du Tertre e arredores. É aquela Paris charmosa, que reside no
inconsciente de todos nós. Do alto destas escadarias, em dias claros,
tem-se uma boa vista de Paris. Quem quiser ainda mais pode subir até o
mirante da igreja. Esta praça é ocupada pelas mesas dos restaurantes
em volta e por pintores, trabalhando em meio ao público. Também são
freqüentes artistas pintando retratos dos turistas, em óleo ou
carvão. Ao redor da Place Du Tertre há muitos restaurantes simpáticos
acolhedores, e este é um bom lugar para fazer uma refeição. Depois da
visita a Montmartre desça novamente até a estação de metrô Anvers,
mas não pegue o metrô. Não estranhe a vizinhança ao longo do
Boulevard de Rochechouart e Boulevard de Clichy. Logo em frente estará
uma das principais estações ferroviárias da cidade, a Gare Saint
Lazare, que também vale uma visita. Prossiga então pela Rue du Havre e
Rue Tronchet e você chegará nos fundos da igreja Sainte Marie
Madeleine, construída no formado de um templo grego. Aproveite para
conhecê-la por dentro e descansar da caminhada.
Ah sim, antes de visitar a Madeleine passe no Fauchon,
uma das mais tradicionais lojas de Paris, especializada em gostosuras de
todo tipo. Siga então pela Rue Saint Honoré até a Place Vendôme.
No dia seguinte vamos continuar nosso roteiro pela
Paris chique. U-lá-lá! Começando pela Place de Palais Royal
(estação Palais Royal - Musée du Louvre, linha 1) suba a Avenue de
l'Opera em direção à Opera. Depois de conhecer a Printemps e a
Galleries Lafayette siga na direção leste pelo Boulevard Montmartre e
visite a versão francesa do museu de cêra de Madame Tusseau, o Musée
Grevin, com interessantes exposições representando vultos e momentos
importantes da história francesa. Uma das coisas pitorescas de Paris é
a quantidade de pessoas que se vêem pela rua comendo sanduíches
enormes de pão francês. A seguir vamos conhecer o bairro da Defense.
Por aqui tudo é exatamente a antítese da Paris clássica que nos
acostumamos a ver em fotos e filmes. O ponto central do bairro é La
Grande Arche de La Défense (foto ao lado), imenso prédio em formato de
cubo, com 37 andares de altura, de concepção arquitetônica
revolucionária. Para chegar lá pegue a linha 1 do metrô, estações
Esplanade de La Defense ou Grande Arche. Na época, Luis VII era o
imperador da França, e tinha como objetivo construir uma catedral a
altura da importância da França e de sua capital. Para tanto fez
questão até de convidar o Papa Alexandre III para vir a Paris colocar
a pedra fundamental da obra. Depois de visitar o interior da catedral e
suas torres atravesse em linha reta o largo em frente à Notre Dame,
conhecido como Parvis e chegará à escada que dá acesso às
fundações de Lutecia, a vila que deu origem à Paris.
Caminhando um pouquinho mais chega-se às margens do
Sena, guardada pelo imponente palácio da Conciergerie, que também deve
ser visitado. Antes de deixar esta área para trás, aproveite para
conhecer o prédio do Hotel de Ville (clique e veja), o belíssimo
prédio da prefeitura. O amplo espaço a sua frente costuma ser um dos
locais preferidos dos parisienses para se reunir em grandes eventos,
como comemorações esportivas, shows, etc.
Bem ao lado do prédio da prefeitura situa-se a
mega-loja de departamentos Bazar de l'Hotel de Ville, onde encontra-se
de tudo. A rede de eletrodomésticos Darty é a principal do país e tem
lojas em praticamente todos os bairros da cidade.
Depois aproveite para visitar uma das mais belas
áreas verdes de Paris, injustamente esquecida pela maior parte dos
turistas.
Na Ile de La Cité ficam ainda o Mercado de Flores, e
aos domingos, o Mercado de Pássaros de Paris. São visitas
interessantes, fora dos roteiros turísticos tradicionais, mas que
fornecem uma boa visão da vida da cidade em seus aspectos cotidianos.
Notre Dame está situada exatamente no coração da
cidade, na Ile de la Cité, onde foi fundada Paris. Esta foto foi batida
numa tranqüila ruazinha da Ile Saint-Louis. Fica aqui, no número 31 da
estreita rue St Louis en Ile, a sorveteria Bertillon, pequena no
tamanho, mas considerada a melhor de Paris, com uma variedade imensa de
sabores.
No dia seguinte vá para o lado sul do Sena, a
conhecida Rive Gauche (estação Saint Michel, linha 4). A principal
avenida deste lado é o Boulevard Saint Michel. No início do Boulevard
Saint Michel encontra-se esta bela fonte (ao lado), conhecida como
Fontaine Saint Michel, lugar de reunião habitual de turistas cansados e
estudantes da faculdade Sorbonne, que fica logo adiante. Continuando
pelo Boulevard Saint Michel chega-se à Sorbonne e logo após a Rue
Souflot, de onde já pode se vislumbrar a imponente fachada do Pantheon.
Ao sair do Pantheon visite o Jardin de Louxembourg, quase em frente.
Quando chegar a hora do almoço vá até a rua Rue
Mouffetard (pronúncia muf-tad - estação Monge, linha 7), simpática
ruela com vários restaurantes, bares e mesas na calçada.
Depois do almoço, siga pelo Boulevard Saint Michel e
Avenue Danfert Rochereau até a Place Danfert Rochereau, movimentado
pólo da região sul. Não deixe de conhecer aqui uma das mais
surpreendentes atrações da cidade, as Catacumbas de Paris. Ao longo do
Boulevard Saint Germain estão elegantes lojas, antiquários, livrarias,
cafés e muito mais. Depois percorra com calma as ruelas e lojas do
Quartier Latin, o bairro boêmio e intelectual mais charmoso da cidade.
Ao lado foto de uma Colonne Morris, como são chamadas estas adoráveis
colunas, tão presentes na cidade. Somente em Paris um cemitério
poderia ser atração turística. Veja duas fotos em alta definição
das sepulturas do compositor Chopin e do fundador da doutrina espírita,
Allan Kardec. Veja também uma típica ruazinha desta parte da cidade
clicando em 11eme arrondissement.
Quando voltar, já ao cair da noite, vá para a
principal atração turística da cidade, a Torre Eiffel (estação Bir
Hakeim, linha 6). Inaugurada em 1889, para as comemorações do
centenário da revolução francesa, a torre Eiffel iria se transformar
no principal símbolo de Paris, visita obrigatória de qualquer turista
na cidade. No início grande parte da população a via como um horrendo
monstro metálico, uma assustadora estrutura arruinando o harmônico
perfil da Cidade Luz. Gustave Eiffel foi o engenheiro responsável pelo
projeto e construção, derrotando cerca de outros 700 projetos no
concurso organizado pelo governo, visando escolher um grande símbolo
para homenagear os 100 anos da revolução francesa. Apesar do imenso
peso próprio, a distribuição de esforços e cargas na estrutura é
tão equilibrada e bem distribuída que até hoje o projeto do
engenheiro Eiffel causa admiração aos calculistas estruturais.
Quase demolida em 1909, foi somente no ano seguinte,
quando demonstrou sua utilidade como base da antena de telégrafo de
Paris, que a torre Eiffel conseguiria escapar de virar ferro velho. Para
chegar ao último andar é necessário trocar de elevador no segundo
pavimento. Descobrir Paris é entregar-se à cidade, da mesma forma como
nos entregamos à uma paixão fulminante. Quando quiser variar, pegue o
metrô e vá para outro lado da cidade.
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